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LUIZA

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Posse Responsável – A adoção consciente de um animal



Histórias de dificuldades de adaptação com um novo companheiro e devolução de cães sempre se repetem, pois as pessoas muitas vezes não entendem a responsabilidade de uma adoção e, tampouco, o processo completo de escolher um cão certo para elas. Não basta ir a um abrigo e escolher um animal; há muitas variáveis a considerar. Combine a incompatibilidade de energias com introdução no tempo e forma indevida de um novo cão em sua matilha e você terá a fórmula para uma situação triste, mas muito comum, de um cão resgatado sendo devolvido ao abrigo. Quando você adota um cachorro, faz a promessa de cuidar dele por toda a vida. Você deve isso a ele. Antes de adotar um animal, portanto, pense sobre aspectos da sua vida, sobre futuras responsabilidades e sobre qual o cão ideal para sua família. A escolha de um companheiro envolve processos de autoavaliação e avaliação do cão.

Autoavaliação:
Esta fase começa com um olhar honesto sobre si mesmo e sua vida. Você deve considerar diversos aspectos de seu dia a dia e como um cão pode se encaixar nele.
Autoavaliação I: Isso é assunto de família!
Quando você resolve adotar um novo animal, a decisão deve envolver todos os membros de sua matilha humana; Todos devem estar de acordo. Reflita:
Se você tem filhos, eles têm idade suficiente para a responsabilidade de compartilhar as funções de liderança e cuidados? Se ainda não, têm idade pra entender que o cachorro não é um brinquedo e respeitar seu espaço?
Haverá sempre alguém em casa com o cachorro, ou a família toda vai sair de manhã e voltar à noite?
A família costuma tirar férias regulares? Se sim, vai modificar seus métodos de viagem e acomodações para que possa levar o cão junto? O que fará se o animal ficar em casa? Vocês têm amigos responsáveis, parentes ou um canil de confiança que possam cuidar dele nesse período?
Alguém na família tem alergias que tornariam impossíveis adotar um animal?
Tenho tempo para zelar pela saúde de meu cão e para levá-lo para passeios, a fim de que pratique atividades físicas regularmente e drene sua energia?

Autoavaliação II: Onde vivo e qual a minha energia?
Quando pensar em seu novo cão, tente imaginar que tipo de cachorro vai se adaptar bem ao espaço em que você vive. Um cão de alta energia em um lugar apertado certamente é uma má combinação.
Considere também a disposição de sua casa. Há lugares que serão proibidos ao animal? Se sim, qual o seu plano? Onde o cão vai passar a maior parte do tempo? Pensar nas “regras da casa” vai ajudá-lo a ter uma ideia melhor do tipo de companheiro que está procurando.
Você nunca deve adotar um cão com um nível de energia maior do que o seu próprio bando, a menos que esteja disposto a mudar seu estilo de vida para se adequar à energia do animal.

Autoavaliação III: Quanto você tem no bolso?
Pode parecer indelicado falar de dinheiro, mas você tem de considerar seriamente se a família tem condições de ter um cão. Cuidar adequadamente de um animal de estimação custa caro. Além dos custos iniciais de adoção, você terá despesas mensais com alimentação e anuais com cuidados veterinários.

Avaliação do cão:
Depois que tiver feito uma avaliação honesta do estilo de vida, do nível de energia e da dinâmica de sua família, é hora de começar a considerar que tipo de cão você deve levar para sua matilha.
A idade é mais que apenas um número. Avalie se a energia e disposição da família combinam com um cão filhote, adulto ou idoso. Saiba mais aqui;
Mais uma vez: escolha a energia certa. Faça perguntas sobre o animal que deseja adotar e avalie as informações que os voluntários e funcionários do abrigo lhe derem;
Durante o processo de avaliação do seu futuro companheiro, permaneça o mais objetivo possível. Você terá tempo de sobra para se apaixonar pelo cão mais tarde, o que será muito mais fácil se encontrar o animal certo.
A adoção consciente e correta avaliação da família e do cão são processos longos e complexos, porém é muito melhor descartar opções que não servirão e encontrar o cão com o temperamento e o nível de energia certos para você do que adotar o animal errado e depois ter de tomar a difícil decisão de desistir dele ou devolvê-lo. Um cachorro não é um brinquedo ou uma peça de decoração, e sim um compromisso para vida toda.

Artigo baseado no Livro: Guia rápido para um cão Feliz: 98 dicas e técnicas essenciais. César Millan. Ed. Verus. 208p. 2013.
Fonte: http://www.abpabahia.org.br

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