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LUIZA

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Árvores que causam estragos a ruas e residências começam a ser substituídas em Itabuna

A Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente (Seagrima) deu inicio pelo Jardim Primavera à substituição programada de árvores que têm causado danos a calçadas, passeios e locais próximos às residências no centro e bairros de Itabuna. Na manhã de sábado um grupo de dez moradores do bairro recebeu da Seagrima a doação de mudas de Pau Brasil para que sejam plantadas na praça da igreja em lugar da espécie conhecida popularmente como Ficus (Ficus benjamina), cujo enraizamento causa prejuízos.
A escolha do entorno da praça, onde fica localizada a paróquia Senhor do Bomfim, ocorreu depois de um levantamento de área realizado pela Prefeitura após denúncias de moradores. “Três residências na localidade sofreram danos nas tubulações de água e esgoto. As raízes do Ficus são muito agressivas, já que procura por água e acabam chegando às tubulações, entupindo e estourando redes de esgoto e água. Isso, além de estourar passeios e canos de fiação. Já fizemos a remoção de três dos 20 Ficus. As remoções serão gradativas, assim como a substituição”, disse a geografa da Seagrima Waleska da Costa Viana.
Segundo ela, o processo envolve a comunidade por isso requer um pouco mais de tempo. “Neste primeiro momento a comunidade recebeu 10 mudas de Pau Brasil em tubetes para que sejam cuidadas por no mínimo 15 dias. O próximo passo será o transplante da muda para a sacola, passo anterior ao plantio. Na manhã de hoje durante encontro o passo a passo de como cuidar de cada muda foi passado à comunidade, assim como horários e dias que deverão ser regadas, até que se dê o plantio”, explicou Waleska da Costa Viana.

FICUS
Espécie, que causa estragos em diversos locais por conta de suas raízes agressivas que destroem galerias pluviais, esgoto, fiações, fundações, calçadas e passeios, o Ficus é usado na decoração por paisagistas por ser uma árvore muito popular e que pode chegar, em condições naturais, a 30 metros de altura. Mas, segundo a analista ambiental da Seagrima o Ficus vem sendo plantado em locais impróprios como em calçadas, ruas e próximo a muros e construções. “É visível que o desenvolvimento rápido dessa árvore provoca danos às estruturas e tubulações subterrâneas. Por isso estamos desenvolvendo o projeto de substituição e orientação dos moradores”, observou.

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