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LUIZA

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Mostra do Museu da República é registrada em livro

   Os mais de 100 bancos de madeira espalhados pelos jardins do Museu da República, no Palácio do Catete,
no Rio de Janeiro guardam restos de inscrições, pedaços de frases, palavras desconexas. Alvo da curiosidade dos frequentadores do parque, que costumam sentar nos bancos para descansar à sombra das árvores centenárias do parque, as inscrições são o que sobrou da intervenção Desejo de Horas, parte de uma exposição feita em 2012 na Galeria do Lago, espaço de arte contemporânea do museu.


                                                 Mostra que deixou marcas nos jardins do Museu da República é registrada em livro Os restos de frase eram respostas dos frequentadores do parque à pergunta Se você tivesse mais horas em um dia, o que faria com elas? A questão foi proposta pelas artistas visuais Patricia Gouvêa e Isabel Löfgren, que fizeram da pesquisa sobre os usos do tempo, os espaços de fluxos, viagens e desejos o tema da exposição Banco de Tempo. As respostas à pesquisa traziam reflexões sobre o uso do tempo. “Para bater um papo com o Divino!”, “Para pregar um botão”, “Para entrar no paraíso”, “Para descobrir meu nome no mundo”, “Para que em sonho apareça o anjo” são algumas delas.
No sábado (17), as duas artistas lançaram, no próprio museu, o livro que traz fotografias, desenhos e imagens da mostra feita há mais de dois anos, acrescidos de novos conteúdos. Patricia e Isabel fotografaram bancos de diversos lugares no Brasil e no exterior. Assim como a exposição, o livro tem como foco o banco de praça ou jardim, mobiliário urbano ao mesmo tempo específico e universal, como símbolo de local de repouso e de compartilhamento de afetos.
A fonte de inspiração das artistas para a exposição, agora registrada em livro, foi uma foto de arquivo do presidente Nilo Peçanha, que governou o Brasil de 1909 a 1910. “Confortavelmente recostado em um dos bancos do amplo jardim da sua residência oficial, ele é mostrado em um momento de descontração, cercado pelos seus cães, em um dia morno, tropical”, descreve o pesquisador e professor de fotografia Antonio Fatorelli. Autor de um ensaio publicado no livro, ele foi um dos participantes de um bate-papo com o público, no evento de lançamento do livro.

Fonte: Agência Brasil

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