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LUIZA

quarta-feira, 11 de março de 2015

Barusco se nega a responder perguntas sobre propinas da época FHC


   

O engenheiro Pedro Barusco, ex-gerente de Tecnologia da Petrobras, se recusou a responder a perguntas feitas pela CPI da Petrobras, principalmente por deputados do PT, a respeito de propina que ele admitiu ter recebido da empresa holandesa SBM entre 1997 e 2003.
Ele explicou que não podia detalhar as operações com a SBM porque está sendo investigado pelo Ministério Público Federal e pela Justiça da Holanda por conta desses pagamentos.
Barusco foi interrogado a respeito disso pelos deputados Valmir Prascidelli (PT-SP), Jorge Solla (PT-BA) e Maria do Rosário (PT-RS), que queriam saber como funcionava o esquema de pagamento de propina antes de 2004. “Não posso responder”, disse.
O depoimento de Barusco, apesar de não acrescentar novidades ao que já tinha declarado na delação premiada, deixou espaço para várias contradições. Ao mesmo tempo em que afirma que desde de 2005 os pagamentos de propinas “passam a ser institucionais”, pois a partir de então teriam contado com a participação do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, o mesmo Barusco diz nunca ter entregue dinheiro ao dirigente petista, e afirma: “Não sei se o Vaccari recebeu, se foi doação legal, se foi no exterior, se foi em dinheiro”. Além disso, Vacarri, como lembra o PT em nota oficial, só assumiu o cargo de tesoureiro em 2010.
À Justiça Federal, Barusco disse que recebeu propina sistematicamente da SBM a partir do ano de 2000, quando a empresa holandesa foi contratada pela Petrobras para o aluguel de navios-plataforma. Como os contratos eram de longa duração, disse que recebeu propina regularmente até 2003, período em que era gerente de Tecnologia de Instalações. Ele disse que, nesse período, recebia quantias que variavam entre US$ 25 mil a US$ 50 mil por mês.

Da redação com informações da Agência Brasil

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