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LUIZA

quinta-feira, 26 de março de 2015

"Postura de Gilmar Mendes é vergonhosa", afirma Broch em ato no STF

"Postura de Gilmar Mendes é vergonhosa e mostra, claramente, uma ação política dele e não técnica", declarou  Alberto Broch, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), durante ato realizado em frente do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (25), que cobra o devolução, pelo ministro Gilmar Mendes, do processo que versa sobre a proibição do financiamento empresarial de campanhas políticas.
Joanne Mota,
                                             "Essa reforma, bem como as demais que defendemos, é essencial para rompermos com problemas antigos", afirma Adilson Araújo ao Vermelho. Desde abril do ano passado o julgamento foi interrompido após pedido de vista do ministro Gilmar, quando o placar estava em 6 votos a 1 pelo fim do financiamento empresarial de campanhas.
Através de uma ação teatral, as entidades presentes externaram sua crítica à postura do ministro Gilmar, que segura o processo já aprovado por seis ministros do Supremo. "O ato reflete, de forma concreta, a unidade das principais entidades brasileiras. O momento é de engajamento para ocupar as ruas em torno da reforma política. Essa é uma pauta positiva, o Brasil não pode mais conviver ou ficar refém do atual sistema político", defendeu Broch.
Ele ainda falou do papel do Congresso nesse processo e alertou. "A reforma que o Congresso está encaminhando é uma reforma retrógrada. Com ela, eles podem institucionalizar o financiamento empresarial de campanha. A postura do ministro Gilmar Mendes é vergonhosa e mostra, claramente, uma ação política dele e não técnica", declarou o presidente da Contag em entrevista ao Portal Vermelho.

Foto: Joanne Mota


Na mesma linha, o representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Marcelo Lavenère, questinou os motivos que retardam a decisão de Mendes neste processo. "Essa postura compromete a boa imagem do STF e da Justiça brasileira. Há um ano, o pedido de vistas de Gilmar Mendes segura o avanço do processo. Ele não tem o direito de fazer isso, sua condura prejudica a democracia", ressaltou Lavenère ao Vermelho.

Ao comentar sobre a relação suspeita entre o ministro Gilmar Mendes e o presidente da Câmara do Deputados, Eduardo Cunha, o representante da CNBB destacou que "fala-se que há um acordo entre o ministro Mendes e o presidente da Câmara, no qual a retenção do processo, pelo ministro, é uma condição essencial para que Eduardo Cunha acelere um projeto retrógrado na Câmara. Esse projeto é a reforma da vergonha, da corrupção".


                                         O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, também estava presente e reafirmou a centralidade dessa reforma para a garantia das conquistas e o avanço do país.

Ele reforçou: "Não podemos aceitar que os interesses empresarias estejam acima do interesse geral do povo brasileiro. É nítido que quem ganha com a atual conformação social é somente os grandes grupos econômicos. As empresas não votam, mas se inserem na esfera política e isso desequilibra as regras do jogo e enfraquece a democracia".
Para ele o esdrúxulo sistema eleitoral edifica uma ambiente de instabilidade, contra a democracia e o avanço dos direitos. "O Congresso precisa refletir a realidade do Brasil. Essa reforma, bem como as demais que defendemos, é essencial para rompermos com problemas antigos e que insistem em se entranhar no seio social, impedimento o avanço e ações que possam diluir as desigualdades existentes há muito em nosso país".

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