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LUIZA

quarta-feira, 24 de junho de 2015

CALOR DE 45 GRAUS MATA 692 NO PAQUISTÃO E 2 MIL NA ÍNDIA

A onda de calor que atinge nos últimos dias o Paquistão provocou a morte de quase 700 pessoas, segundo novo balanço divulgado hoje (23) pelas autoridades locais. A maioria das vítimas morreu em hospitais públicos na cidade portuária de Karachi, centro econômico do país, com cerca de 20 milhões de habitantes. Durante o fim de semana, as temperaturas atingiram 45 graus Celsius.
“O número de mortos na onda de calor atingiu 692”, disse a autoridade sanitária da província de Sindh, Saeed Mangnejo, admitindo que este número ainda pode aumentar.
O maior número de mortes foi registrado no principal hospital de Karachi, Post Graduate Medical College Hospital, onde foram tratados mais de 3 mil doentes, disse o médico Semi Jamila.
As autoridades paquistanesas informaram que a onda de calor também deixou sete mortos na província de Punjab nas últimas 24 horas.
Estas mortes ocorrem quando o país, majoritariamente muçulmano, com cerca de 200 milhões de habitantes, observa o mês sagrado do Ramadã, durante o qual é proibido comer e beber entre o nascer do sol e o pôr do sol. Alguns religiosos lançaram avisos públicos, informando que as pessoas fisicamente mais frágeis podem abster-se de fazer jejum, em razão das condições difíceis.
Os cortes no abastecimento de eletricidade em Karachi dificultam ainda mais a situação, porque dificultam o fornecimento de água à cidade.
As temperaturas registradas hoje (23) em Karachi estavam em torno de 44,5 graus Celsius, segundo os serviços meteorológicos paquistaneses, que informaram sobre a possível ocorrência de tempestades durante o período da noite.
O primeiro-ministro Nawaz Sharif deu instruções especiais à Autoridade Nacional de Gestão de Desastres e a outras organizações para fornecerem assistência urgente às vítimas da onda de calor.
A dificuldade climática no Paquistão ocorre um mês depois de a vizinha Índia ter sido afetada por uma onda de calor, que deixou mais de 2 mil mortos.
Da Agência Brasil/Agência Lusa.
FA

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