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LUIZA

sexta-feira, 12 de junho de 2015

CBF - A mudança no jogo!



As primeiras impressões e respostas do alto comando da CBF, e entidades vinculadas, circunstancialmente ou não, são animadoras. A turbulência enfrentada pelas diversas denúncias que recaíram sobre o futebol, a CBF e, especialmente, a FIFA, começa a apresentar resultados para o torcedor brasileiro.
Em meio a severas denúncias de corrupção, os dirigentes, objetivando restabelecer a confiança da entidade frente à sociedade - e seus sempre apequenados filiados -, promoveram mudanças no Estatuto da CBF, almejadas há muito tempo pelos clubes e federações estaduais.
Nesse sentido, buscando o apoio dos presidentes federativos de cada estado, e dos clubes,
promoveram, desde a finada CBD, a abertura de espaço para que os clubes profiram a palavra final no Conselho Técnico responsável pela organização das competições nacionais.
A autonomia, sempre rogada pelos clubes e entidades estaduais, mesmo com atraso, foi atendida. Os dirigentes da entidade nacional mais importante do país decidiram deixar de lado os interesses menores, passando a dar mais autonomia aos Clubes, até então irrisória, democratizando o comando do futebol brasileiro.
Na mesma linha, foi promovida a alteração mais importante no estatuto da CBF, a reeleição única do presidente da entidade, objetivando que casos como o de Teixeira e Marin não existam mais.
Infelizmente, as federações estaduais têm estatutos próprios, obstando a CBF de impor as mesmas alterações aos seus filiados. Entretanto, sugere-se que essas entidades sigam o mesmo padrão de sucessão, com apenas um mandato e uma reeleição para os presidentes.
Dentre as alterações promovidas no estatuto da CBF, através da Assembléia Geral Extraordinária, algumas prometem deixar marcas e tratam-se de pleitos antigos:
O presidente da CBF terá direito a dois mandatos, em vez de reeleições ilimitadas;
Os contratos da CBF deixam de ser assinados apenas pelo presidente e passam a ter também as aprovações do diretor financeiro e do tesoureiro da entidade;
A CBF passa a representar o futsal e o futebol de areia do Brasil em competições internacionais;
Três novas comissões serão criadas, as de ética, governança e de clubes; e
Os clubes também passam a formular os regulamentos das competições - agora, sem o poder de veto da CBF nas decisões.
A decisão deve aproximar o futebol brasileiro um pouco mais do já praticado na Europa, onde futebol é mais futebol. É claro que estas mudanças não fecham o ciclo necessário de desenvolvimento do nosso futebol. Mas, de imediato, o avanço deve ser registrado.
Publicado por Ylena Luna -

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