loading...

LUIZA

quarta-feira, 17 de junho de 2015

FOME: SOLDADOS DA ONU LIDERADOS POR BRASILEIROS SÃO ACUSADOS DE TROCAR SEXO POR COMIDA COM MULHERES HAITIANAS

O Escritório de Serviços de Supervisão Interna (OIOS, sigla em inglês) das Nações Unidas (ONU) está investigando supostos casos de exploração sexual de mulheres haitianas pelos chamados "cascos azuis”, como são conhecidos os soldados da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), liderada pelo exército brasileiro. O relatório recente ainda é confidencial e deve ser publicado neste mês de junho, mas algumas informações já circulam nos meios de comunicação.
No informe constariam 480 denúncias de abusos ocorridos entre 2008 e 2013, sendo um terço dos casos envolvendo crianças. Em 2014, foi registrado um total de 51 acusações de abuso e exploração sexual nas missões da ONU. Em 2013, foram 66 denúncias. O relatório alerta que a assistência às vítimas é "severamente deficiente” e que é necessário esclarecer as regras.
No caso do Haiti, o relatório revela ainda que mais de 225 mulheres haitianas mantiveram relações sexuais com soldados da ONU em troca de comida, medicamentos, dinheiro, celulares e itens pessoais como sapatos e perfume.
"Para as mulheres rurais, a fome, a falta de abrigo, de artigos para o cuidado de seus bebês, de medicamentos e produtos para o lar são, frequentemente, citados como "necessidade crítica’ ”, informa o documento, que apresenta entrevistas com 231 mulheres.
Esse tipo de relações com os soldados é proibido e apenas sete do total das vítimas haitianas entrevistadas sabiam da censura. Segundo as Nações Unidas, os estados membros também são encarregados de investigarem a conduta de suas tropas.
Atualmente, a ONU tem 125 mil soldados distribuídos em todo o mundo, atuando em missões de paz, nas zonas de conflito, ou prestando assistência em países assolados por desastres naturais. Um dessas ações é a Minustah, presente no país desde 2004, com mais de 7mil soldados.
Além do Haiti, também há denúncias de casos de exploração sexual por soldados na República Centro-Africana, no Congo, na Libéria e no Sudão do Sul. Há cerca de uma semana, a ONU iniciou investigação sobre abusos sexuais envolvendo os cascos azuis franceses na República Centro-Africana. Os soldados estão presentes na região desde 2013.
Cristina
Fontenele

Adital

Nenhum comentário:

Postar um comentário