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LUIZA

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Obama discursa na União Africana e desafia o continente a lutar contra a corrupção

Addis Abeba - O presidente norte-americano, Barack Obama, apelou, terça-feira (28), aos estados africanos a lutarem contra o "cancro da corrupção" e a aderirem aos princípios democráticos, caso o continente queira garantir o seu desenvolvimento.
"Nada libertará mais o potencial económico de África do que a erradicação do cancro da corrupção", considerou Obama. "A corrupção existe em toda a parte do mundo", mas "em África a corrupção retira milhares de dólares das economias, um dinheiro que poderia ser utilizado para criar emprego, construir hospitais e escolas", disse o presidente dos Estados Unidos ao discursar na sede da União Africana (UA), em Addis Abeba.
"Somente os africanos podem pôr fim à corrupção nos seus países", acrescentou Obama, prometendo que os Estados Unidos apoiarão os governos africanos decididos a combater os circuitos financeiros ilícitos e a tomar medidas para promover a boa governação, a transparência e o Estado de direito.
"O progresso de África dependerá igualmente da democracia, porque os africanos, como todo o mundo, merecem a dignidade de poder controlar as suas próprias vidas", acrescentou, enumerando "os ingredientes para uma verdadeira democracia: eleições livres e equitativas; liberdade de expressão e de imprensa; liberdade de reunião".
"Estes direitos são universais e estão escritos nas constituições africanas", sublinhou.
A democracia "cria raízes" em África, prosseguiu o presidente americano, citando a Serra Leoa, o Ghana, o Benin, o Botswana, a Namíbia, a África do Sul e as recentes eleições pacíficas na Nigéria.
"No entanto, neste momento, estas liberdades estão a ser negadas a muitos africanos. A democracia não é apenas eleições. Quando os jornalistas são postos atrás das grades por terem feito o seu trabalho, os militantes são ameaçados (...) então estamos diante de uma democracia apenas de nome e não de conteúdo".
"Os países não poderão realizar as promessas das suas independências quando não protegerem os direitos dos seus povos", lançou perante embaixadores dos países membros da UA, reunidos na sede da instituição em Addis Abeba, na Etiópia. Angop

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