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LUIZA

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

EX-PRIMEIRO MINISTRO PORTUGUÊS ESTÁ PRESO HÁ 9 MESES POR INDÍCIO DE CORRUPÇÃO - JOSÉ SÓCRATES ALEGA MOTIVAÇÃO POLÍTICA



Lisboa - O ex-primeiro-ministro português, José Sócrates, detido em prisão preventiva há nove meses no Estabelecimento Prisional de Évora, voltou a acusar a justiça lusa de o prender sem provas. E agora, numa carta publicada pelo "Jornal de Notícias", Sócrates diz que a sua detenção visa impedir uma vitória do Partido Socialista (PS) nas eleições legislativas marcadas para 4 de outubro.
"À medida que o tempo passa cresce a legítima suspeita de que este processo tem como verdadeira motivação condicionar as próximas eleições e impedir a vitória do PS. Acontece que isso não compete à justiça, mas à política", escreve José Sócrates na carta divulgada pelo "Jornal de Notícias".
Acusando a justiça de um "erro monstruoso", o antigo primeiro-ministro socialista refere que os investigadores passam "de uma teoria para a outra cada vez que a anterior esbarra contra a verdade".
José Sócrates foi preso no Aeroporto de Lisboa, quando regressava de Paris, há já nove meses, por
indícios de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. O Ministério Público fundamentou as suas acusações nos sinais de riqueza que Sócrates manifestou após abandonar o Governo, em 2011, em que terá beneficiado de ajudas financeiras de um seu amigo, o empresário Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena.
O antigo governante também critica sucessivas mudanças nos indícios de corrupção que lhe são apontados pelo Ministério Público. "Este enorme desnorte da investigação revela é que todo este processo foi, desde o início, uma enorme precipitação e uma incrível leviandade", declarou José Sócrates.
Esta semana também veio a público o negócio de venda de um apartamento de José Sócrates no centro de Lisboa a um advogado paquistanês. Também aí Sócrates lança críticas ao facto de essa operação estar igualmente sob investigação. "A única razão parece residir no facto de esse apartamento ter sido meu. Já não se trata, apenas, do respeito que deve às pessoas e aos seus direitos, mas de perder o respeito que o Ministério Público deve a si próprio", aponta o antigo líder do PS.

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