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LUIZA

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Seca não é mais um fenômeno do Nordeste


    O professor de Engenharia Hidráulica e Ambiental da Universidade Federal do Ceará, Francisco de Assis de Souza Filho, afirmou durante sessão da comissão externa da Câmara dos Deputado, que a transposição do rio São Francisco “é extremamente importante para reduzir os riscos”, mas defendeu a implantação de um plano nacional de prevenção à seca.

Não é o sertão. Trata-se do sistema Cantareira, que abastece a Região Metropolitana de São PauloNão é o sertão. Trata-se do sistema Cantareira, que abastece a Região Metropolitana de São Paulo
Para o professor, é preciso que além do governo federal, os governos estaduais e municipais tenham uma política de secas. "O Brasil vai precisar gerenciar melhor essa questão do risco climático. Então, a gente ter planos, por exemplo, de gestão de secas para as cidades acima de 100 mil habitantes, no primeiro momento, e depois acima de 50 mil habitantes, no segundo momento, é essencial. Porque secas vão acontecer no Sul do país, no Sudeste e no Nordeste do Brasil", disse ele.
Sudeste sente os impactos da seca
Durante mais de um ano e meio, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) dizia que não faltaria água em São Paulo. Mas na última terça-feira (18) publicaram portaria no Diário Oficial que reconhece a crise hídrica crítica na Grande São Paulo.
Na portaria, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee) afirma que “ações de caráter especial deverão ser adotadas visando assegurar a disponibilidade hídrica”. Apesar do órgão não informar quais medidas poderão ser tomadas, a população sabe que o nome dessa medida é racionamento.
Segundo Alckmin, “a portaria do Daee falando da criticidade não é para decretar nenhum desabastecimento, ao contrário, é para evitar o desabastecimento”.
O governador tucano, repetindo a cantilena de um ano e meio, voltou a dizer que “não vai faltar água”, mas para assegurar a promessa ele implora: "Agora é importante o uso racional da água, evitar desperdício".

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