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LUIZA

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Matadouros: "Não se modifica, por decreto, uma cultura de 500 anos de existência"

Em sua fala no plenário, na tarde de quarta-feira (09/09), o deputado Rosemberg Pinto destacou que há tempos busca uma solução para o fechamento dos matadouros municipais pelo interior do estado. "Tenho batido muito no assunto e sofrido, junto com outros parlamentares, acredito eu, que representam as regiões que enfrentam problemas com o fechamento dos matadouros municipais.
"Os municípios do jeito que se encontram, atualmente, não têm capacidade de reformular e adequar os matadouros locais para atender a uma regra imposta pelo Ministério da Agricultura, e nem a iniciativa privada dessas cidades têm possibilidade de construir matadouros privados, uma vez que não possuem capacidade de sustentação econômica", destacou o parlamentar que entende que o estado e a União precisam zelar pela saúde pública, mas entende que é preciso haver um plano B. "Tenho convicção de que a União tomou a medida correta para que não haja disseminação de qualquer tipo de doença, mas acontece que antes 40% do abate era clandestino, 50 % ilegal e só 10 % dentro da legalidade, agora está completamente fora de controle. O Ministério Público cobrou com um rigor muito grande fechando esses locais e o que acontece hoje é que a minha cidade, por exemplo, Itororó, conhecida como a cidade da Carne do Sol, se você perguntar na Feira, vai ouvir a informação de que 90% do abate atual é feito de forma clandestina, por falta de planejamento e investimentos do estado para os abatedouros. Alguns gestores estaduais e federais acreditam que os frigoríficos privados de outras cidades atenderiam à demanda, mas não se modifica, por decreto, uma cultura de 500 anos de existência. São trabalhadores que não possuem capacidade de investimento", esclareceu Rosemberg.
O deputado petista ainda apelou pra uma sensibilização do Governador: "Se eu pudesse aconselhar o governador Rui Costa, diria a ele que forme uma comissão de trabalho, chame o Ministério Público, e representantes do Governo Federal, para que a gente possa criar o mínimo de condição de higienização que proporcione a volta do abate, que lógico, não será o abate da legalidade, mas sim, uma posição intermediária e provisória, para que esses trabalhadores saiam da clandestinidade, até que o governo tenha capacidade financeira e possa ajuda-los a se adequarem à regra do Ministério da Agricultura", sugeriu.

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