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LUIZA

terça-feira, 27 de outubro de 2015

SALVADOR - Baixaria e confusão é impor um PDDU sem participação popular, afirma Hilton Coelho manifestando apoio à promotora Hortênsia Pinho

O vereador Hilton Coelho (PSOL), presente na audiência para discussão do Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) realizada na segunda-feira, 26, manifestou sua indignação ao procedimento da mesa diretora presidida pelo secretário Silvio Pinheiro que mesmo diante do desejo expresso pela maioria dos presentes não suspendeu a audiência. "A promotora Hortênsia Pinho teve um comportamento que se espero de uma pessoa do Ministério Público da Bahia. Para incentivar a participação popular solicitou a suspensão da audiência naquele momento com a sequência em dia posterior. Não solicitou o fim da audiência como os governistas querem fazer crer", disse.
"As discussões foram prejudicadas por um pequeno grupo que interrompia quem falava contra as posições governistas e causaram toda a confusão. Houve um ataque homofóbico e machista de uma pessoa identificada com 'Jorge Diabo' que chamou um grupo de mulheres de 'bando de sapatonas mandadas por vereador'. Depois, o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Marcos Sampaio, quase foi agredido, além de ofendido moralmente pelos governistas. Quem não tem representatividade apela para claque. Uma vergonha! Um Plano Diretor não pode ser construído sem participação popular e lutaremos em todas as instâncias para que o PDDU seja efetivamente popular", opina Hilton Coelho.
O vereador manifesta mais uma vez seu apoio integral à promotora Hortênsia Pinho "que tem sido ferrenha defensora dos interesses da população e quer garantir que o PDDU e a nova Lei de Ordenamento do Uso e da Ocupação do Solo (LOUOS) se façam por meio de uma ampla discussão democrática. Não queremos que mais uma vez o PDDU seja aprovado a toque de caixa e sem discussão. Já vimos ocorrer quando do reajuste do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a venda de terrenos públicos e outras quando é de interesse do Executivo. As preocupações trazidas pela promotora são extremamente pertinentes".
Para o vereador, a promotora Hortênsia Pinho tem sido uma das principais referências na defesa dos interesses da população, a exemplo do questionamento da licitação do transporte público, contra a venda de terrenos público encaminhada pela administração de ACM Neto. "A elaboração do Plano Salvador 500, do qual sairá o PDDU e a LOUS, não tem sido marcado pela democracia. Oficinas e audiências públicas esvaziadas numérica e politicamente tem sido a tônica do processo. O autoritarismo não nos afastará da luta em defesa de Salvador. Não queremos e não vamos admitir um planejamento urbano excludente, voltado para o mercado, e para o grande capital imobiliário", finaliza Hilton Coelho.

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