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LUIZA

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FALTA DE CHUVAS LEVA CAPTAÇÃO DE ÁGUA EM ITABUNA AO COLAPSO - POPULAÇÃO JÁ SOFRE COM DESABASTECIMENTO

O prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, disse mais uma vez nesta segunda-feira, 30, que precisa da colaboração da população para que os problemas gerados pelo maior período de estiagem dos últimos 30 anos seja minimizado. São mais de 120 dias sem chuva nas nascentes dos rios Cachoeira e Almada, o que vem comprometendo o funcionamento das estações de captação de Ferradas, Rio do Braço e Castelo Novo para o abastecimento para cerca de 220 mil habitantes.
Acompanhado do secretário de Planejamento e Tecnologia, Wenceslau Júnior, do presidente da Emasa, Ricardo Campos, dirigentes e técnicos, Vane esteve nas três estações na manhã de hoje para verificar a situação dos rios, cuja captação de água se agravou nos últimos 30 dias. Por causa da falta de água, a captação na estação de Ferradas teve que ser reduzida de 250 litros por segundos para 70 litros/segundos.O longo período de estiagem comprometeu também o volume de água captada na estação de Rio do Braço, Ilhéus, que funcionará com interrupções de até 72 horas até que chova. Para minimizar os efeitos da seca, a captação foi reforçada na estação de Castelo Novo, também em Ilhéus. “Estamos fazendo um grande esforço para assegurar que a população de Itabuna receba água portável no menor intervalo possível. É preciso que as pessoas entendam que não temos de onde retirar água potável porque, infelizmente, os rios que nos abastecem estão secos”, afirmou o prefeito.

BARRAGEM
O prefeito de Itabuna destacou ainda que todas as medidas administrativas foram adotadas, em conjunto com o Governo do Estado, para que as obras de construção da barragem no Rio Colônia, em Itapé, sejam concluídas dentro do novo prazo previsto. Com as obras concluídas e o reservatório de mais de 60 milhões metros cúbicos de água, no longo prazo, também será resolvido não apenas o problema antigo de falta de água nas torneiras, mas parte da poluição ambiental nos rios Cachoeira e Colônia.
A barragem ocupará uma área territorial de 1.621 hectares e terá 19 metros de altura e capacidade para armazenar 62 milhões metros cúbicos de água, o que vai assegurar vazão de 1.400 litros de água por segundo. O investimento será de cerca R$ 120 milhões para a construção da barragem e pagamento de indenizações que ainda restam aos proprietários da área desapropriada para alagamento.
O presidente da Emasa, Ricardo Campos, informou que a empresa definiu um cronograma especial para que todas as regiões da cidade sejam abastecidas nesse período de longa estiagem no sul da Bahia. Ele pediu à população para que evite o uso de água para lavar garagem e veículos e reduza o uso de máquinas de lavar. “Com a colaboração de todos, vamos atravessar e vencer essa grave crise hídrica com a falta de chuva”, disse.
Ricardo Campos afirmou também que está aumentando o número de carros-pipas para levar água às residências visando o abastecimento de moradores dos bairros nas áreas mais altas de Itabuna. “Vamos torcer para que chova, para que possamos normalizar o fornecimento de água o mais rápido possível. As pessoas devem cooperar neste esforço, conversando com vizinhos e familiares, principalmente, aqueles mais descuidados, evitando dessa forma o desperdício”, finalizou o presidente da Emasa.

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