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LUIZA

domingo, 29 de novembro de 2015

Governo estadual enganou moradores de Escada e agora quer usar força policial para expulsá-los, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL)

O vereador Hilton Coelho (PSOL) classificou a operação policial desencadeada na sexta-feira (27) pelo governo estadual para expulsar mais de 20 famílias de um terreno que fica na localidade de Escada, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, como "vergonhosa, descabida e covarde. A reintegração de posse que seria feita de forma violenta só não foi levada a cabo em razão da resistência popular, embora a Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) tente afirmar que a ação foi interrompida para iniciar um novo diálogo com os moradores. Ora, quem quer dialogar não envia força policial antes de abrir qualquer canal de negociação", afirma.
O vereado lembra que 368 famílias foram retiradas dessa área desde maio de 2012, depois que o governo estadual firmou compromisso de construir as unidades habitacionais no local para atendê-las. "Ocorre que, passados três anos e meio, as casas não foram construídas, as famílias continuam recebendo os míseros R$ 300,00 de bolsa aluguel e o governo estadual, até o momento, não apresentou qualquer alternativa para resolver o problema. Não tendo como pagar o aluguel com o valor disponibilizado pelo estado, algumas famílias reocuparam o terreno. A resposta do governo foi a utilização do aparato repressor do estado para intimidar os ocupantes e, sem ordem judicial, retirá-los do local".
Hilton Coelho acusa que "estudo geofísico do solo foi feito no período em que as famílias ainda ocupavam o local e alguns meses antes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia (Sedur) firmar compromisso com as famílias, portanto, no período do acordo o governo já conhecia os resultados do estudo do solo e sabia que não havia condições de nele construir unidades habitacionais de alta verticalização, no padrão do Programa Minha Casa Minha Vida. O governo estadual usou de má fé, quando exigiu a desocupação do terreno e firmou compromisso com as famílias sabendo que as mesmas não mais retornariam ao local".
"Nos últimos meses tomamos conhecimento de que no terreno seria construído um equipamento público, a Praça da Juventude, sem que fosse feita qualquer discussão com a comunidade local, o que tem revoltado os ocupantes que pretendem resistir no local até que o governo se disponha a discutir com os integrantes do Movimento Sem Teto da Bahia (MSTB), o fim que será dado ao local. A população exige transparência nas ações do governo estadual e respeito aos que lutam pelo direito à moradia", finaliza Hilton Coelho.

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