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LUIZA

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Racismo deve ser combatido todos os dias e não apenas quando atinge pessoas conhecidas, afirma vereador Luiz Carlos Suíca

O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador manifestou seu total apoio e solidariedade à atriz Taís Araújo, atacada com ações racistas no Facebook. "Sou negro, da periferia, trabalhador do setor de limpeza e sei que o racismo se manifesta todos os dias. Muitos não conseguem me ver como vereador de Salvador e líder da oposição por essas razões. Os agressores de Taís Araújo são os mesmo que atingem as pessoas não famosas e
​ que​, por isso, não conseguem que suas dores acessem os meios de comunicação. A luta contra o racismo deve ocorrer todos os dias e não de forma pontual quando atinge pessoas conhecidas", disse. Ele lembra também o destaque recente quando a jornalista Maria Júlia Coutinho, conhecida como Maju, também foi vítima de comentários racistas na página oficial do Jornal Nacional no Facebook.Suíca lembra que o racismo se manifesta nos detalhes em nossa sociedade. "O Ilê Aiyê, primeiro bloco afro da Brasil, nasceu no Curuzu, Liberdade, bairro de maior população negra do país, com aproximadamente 600 mil habitantes, fez 42 anos e quase não consegue comemorar seu aniversário da forma necessária por falta de recursos e patrocínios. Ora, o Ilê é fundamental para o processo de identidade étnica e a ​​ autoestima do negro. Mesmo assim é tratado sem a devida atenção dos poderes públicos e das entidades privadas. Para mim isso também é um caso de racismo institucional", critica.
"Mesmo em Salvador, a cidade mais negra fora do continente africano, veja o número de pessoas negras dentro das joalherias mesm
​​o como balconistas. Nas grandes escolas particulares, o número de estudantes e professores negros é minoritário. Tem mais, mesmo nas vitrines dos grandes shoppings, é possível contar nos dedos das mãos a quantidade de manequins que representam a etnia negra consumidora. Mesmo nos partidos políticos, de esquerda e de direita, o número de dirigentes negros é mínimo. Somos maioria apenas nos abrigos infantis, nas cadeias, nas casas correcionais para adolescentes. É contra isso que lutamos e a sociedade precisa lutar todos os dias", enfatiza e finaliza Luiz Carlos Suíca.

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