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LUIZA

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Alexandre Paupério no conselho da Cogel pode até ser legal, mas é imoral, afirma Hilton Coelho

O vereador Hilton Coelho (PSOL) afirmou que o líder do prefeito ACM Neto, Joceval Rodrigues (PPS), não apresentou informações adequadas sobre a presença do ex-titular da Secretaria Municipal de Gestão (Semge), Alexandre Paupério, na presidência de reuniões do Conselho da Companhia de Governança Eletrônica de Salvador (Cogel). “As informações que temos são de que Paulo Souto não presidiu as três últimas reuniões. Na reunião do dia 24 de novembro, terça-feira, que indicou a nova presidência da Cogel, quem a dirigiu foi Paupério”, enfatiza.O vereador acrescenta ser no “mínimo estranha a presença de Paupério em ações executivas municipais. Desafiamos o prefeito ACM Neto e seus liderados a mostrarem as atas das reuniões. Caso se confirme a presença de Paupério, questionamos o discurso moralista da atual gestão. Alguém que teve bens bloqueados e foi afastado de diversos cargos em razão de irregularidades, não pode presidir os destinos de uma empresa com a importância da Cogel”.Em ofício à presidência da Cogel, Hilton Coelho solicita cópia das atas das reuniões do Conselho de Administração da empresa ocorridas em 2015, dezembro inclusive, em que constem os nomes dos presentes e as deliberações definidas. “A fiscalização dos atos administrativos realizados no município de Salvador é uma das principais atribuições da Câmara de Vereadores, conforme Lei Orgânica da cidade, portanto, são necessários subsídios técnicos e jurídicos que embasem a atuação do Legislativo. Desta forma, no exercício de suas funções legislativas e fiscalizadoras, exercendo o controle da administração local, solicitou as informações.
“Pode até ser legal, mas é imoral e não combina com o discurso de que se diz imune a ações incorretas manter alguém acusado de participação em esquema de corrupção com desvio de verba, que teve bens penhorados pela Justiça acusado de ser beneficiário de um esquema de corrupção que teria desviado da Secretaria de Educação, entre os anos de 2009 e 2012, quase R$ 40 milhões. Aguardamos respostas concretas e não discursos vazios. A cidade exige transparência na administração de Salvador”, finaliza Hilton Coelho.

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