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LUIZA

domingo, 13 de dezembro de 2015

Prefeito de Itabuna debate com produtores rurais medidas contra seca

Depois de decretar situação de emergência na semana passada, o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, debateu com produtores de cacau e agropecuaristas do sul da Bahia no Centro Administrativo Firmino Alves, nesta terça-feira, 8, novas medidas para amenizar os prejuízos causados pelo longo período de estiagem. Uma das ações é provocar a precipitação de chuvas artificiais, principalmente nas nascentes dos rios que abastecem os municípios da Região Cacaueira, com o bombardeamento de nuvens com o uso de produtos químicos.
Para viabilizar a contratação de uma empresa especializada para oferecer os serviços de nucleação de nuvens, os produtores rurais apresentaram uma proposta de parceria com a Prefeitura de Itabuna. A medida, que será estendida para os demais municípios do sul da Bahia, foi acatada imediatamente por Vane, que reforçou sua preocupação com a grave situação não só por causa da falta de água nas nascentes dos rios com o desabastecimento da população, mas também por causa das queimadas e os prejuízos no campo.
Nesta quinta-feira, dia 10, Vane debaterá a contratação dos serviços com o secretário estadual de Relações Institucionais, Josias Gomes, e está fazendo contato com prefeitos de outros municípios e com o presidente da Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste da Bahia (Amurc) para que participem das ações emergenciais visando atenuar os efeitos da falta de chuvas. A contratação da aeronave por um período de 30 dias está orçada em R$ 230 mil. O contrato pode ser estendido por mais tempo, a depender da necessidade.
A situação crítica de falta de chuva e as dificuldades no abastecimento de água potável para a população de Itabuna ainda será discutida com o presidente da Embasa, Rogério Cedraz, em Salvador, também na quinta-feira. “Essa seca está causando um prejuízo enorme tanto na cidade, quanto no campo. Está provocando desemprego e comprometendo toda a economia regional”, observou Vane, que vai pedir à concessionária estadual de saneamento que acelere o projeto de construção da barragem no Rio Colônia, em Itapé, cuja ordem de serviço foi assinada mês passado pelo governador Rui Costa.
PREJUÍZO
Acompanhado de um grupo de produtores rurais, o presidente do Instituto Pensar Cacau, Águido Muniz, afirmou que, se medidas urgentes, como a nucleação de nuvens, não forem adotadas, os prejuízos à economia regional serão incalculáveis. “Somos uma região com potencial econômico estimado em US$ 21 bilhões e responsáveis por 17% das receitas geradas pela agricultura baiana. Não podemos de uma hora para outra acumular tantos prejuízos com perdas na produção de cacau, seringueira, fruticultura e agropecuária. Além disso, corremos o risco de perder milhares de empregos e ter uma crise ainda maior”, disse.
O agricultor observou ainda que a técnica de bombardear nuvens para provocar chuvas já foi utilizada com sucesso em outras regiões e até mesmo no sul da Bahia em períodos de estiagem anteriores. O processo consiste gotejar água nas nuvens que tenham potencial para gerar chuva artificial, a partir de sua identificação com radar. Além de produtores rurais e agropecuaristas, também participaram das discussões os secretários municipais de Planejamento e Tecnologia de Itabuna, Wenceslau Júnior, de Agricultura de Itajuípe, Marcos Paulo Vasconcelos, e os vereadores José Silva, Aldenes Meira, Ailson Souza, Joilson Rosa, Chico Reis e Jairo Araújo, o cantor e compositor Marcelo Ganem, também produtor rural em Buerarema.

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