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LUIZA

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Movimento reivindica solução para saneamento básico em Itabuna

O movimento “Salve o Rio Cachoeira” considerou acertada a iniciativa do prefeito Claudevane Leite de fazer o chamamento público para o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI). A medida da prefeitura convoca pessoas jurídicas a apresentar estudos e propostas de implantação de um novo modelo de gestão dos serviços públicos de saneamento básico para a cidade.
“A iniciativa é positiva, porque o povo de Itabuna não suporta mais conviver com a precariedade dos serviços prestados pela Emasa e algo de concreto precisa ser feito”, afirma o coordenador do movimento, Felipe Cabral. No entanto, avalia Cabral, o prefeito fez o anúncio da medida, demonstrando certa resistência em adotar, se for o caso, uma solução que atinja interesses corporativistas.
“O prefeito Claudevane Leite precisa entender que a prioridade deve ser o interesse dos mais de 200 mil itabunenses, que sofrem com a crônica falta de água e o esgoto a céu aberto em que se transformou o nosso Rio Cachoeira. Não podemos submeter o povo de Itabuna aos caprichos de sindicalistas. O prefeito terá o apoio da população, se pensar nela em primeiro lugar”, assinala Felipe Cabral.
O líder do movimento “Salve o Rio Cachoeira” defende uma solução definitiva para o abastecimento de água na cidade e para a salvação do Rio Cachoeira. “A Emasa já provou não ter capacidade de fazer os investimentos necessários. Então, se a concessão dos serviços de saneamento básico à iniciativa privada for a solução do problema, que seja feita. O que não podemos mais é bancar cabides de empregos, enquanto a torneira está seca e, quando pinga, é água salgada. E o Rio Cachoeira não pode continuar sendo um esgotão a céu aberto”.

NR: O Bahia do Sul notícias comunga com a ideia de recuperação do Rio Cachoeira. Todavia acredita que a organização de um grupo tem que ser pautada com dados técnicos, não apenas com sentimentos. o que consideramos até salutar.
Porém, tem que se levar em conta, que Itabuna possui menos de 20% da Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira em seu território. Embora seja o maior poluidor, as ações teriam que ampliar a sua visão para um problema regional, já que a BH comporta 11 municípios, incluindo Ilhéus, que a partir da área do Atacadão até desembocar no mar, configura como a maior parte do leito do Rio.
O grupo poderia buscar informações com o Núcleo Bacia Hidrográfica do Rio Cachoeira, na UESC, onde existem inúmeros estudos e diagnósticos sobre o assunto, por exemplo.
Um diagnóstico localizando, apenas no município de Itabuna, com pouco mais de 218 mil habitantes. é muito importante, mas não representa solução para o problema, já que a BH é vasta e os problemas de abastecimento estão no assoreamento, lançamento de esgotos domésticos e lixo nos leitos, desmatamentos para fazer pastos, matadouros clandestinos, curtição de couros, atuação de empresas e de prefeituras que retiram areia de barranco das margens dos afluentes do rio, dentre outros problemas, inclusive de recomposição de matas ciliares que estão fora da área de atuação do gestor público no município de Itabuna.

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