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LUIZA

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Nanotrios e microtrios celebram a diversidade do Carnaval Pipoca 2016


O Arrastão Multicultural Guiné-Bahia utilizou tecidos, tambores e instrumentos africanos

Sete micros e cinco nanotrios aqueceram as turbinas na quinta-feira de Carnaval (4) no Largo Terreiro de Jesus (Pelourinho). Com inicio às 19h, o encontro dos micros e nanotrios inaugurou o Carnaval Pipoca 2016. Os microtrios e nanotrios integram o programa Carnaval Pipoca do Governo do Estado, realizado pela Secretaria de Cultura da Bahia (SecultBA) através do CCPI (Centro de Culturas Populares e Identitárias) e voltam a se apresentar nos outros dias de festa nos circuitos Dodô, Osmar e Batatinha.
Os foliões que curtiram a noite de quinta-feira de Carnaval no Largo Terreiro de Jesus perceberam a valorização dada aos micro e nanotrios na folia. A técnica administrativa Enir Teles, 55, junto à família, festeja o momento. “Eu prefiro o Carnaval desse jeito, mais tranquilo e saudoso dos carnavais antigos”, contou. A argentina Silvia de Marco, 72, festejou a vida no Pelourinho. “Estou feliz, muito agradecida a vida por estar aqui”, comemora a turista.
Microtrios - Comemorando 20 anos de Carnaval este ano, o Microtrio de Ivan Huol com o tema “Família Colorida” promete trazer para as ruas da capital baiana grandes atrações como Chico César e uma identidade visual especial assinada pelo artista plástico Ray Vianna.“Sempre disse nas entrevistas, desde 1996, que gostaria que a iniciativa, minha e de meus amigos músicos, de proporcionar um bom carnaval de rua sem cordas deveria ser imitada”, comemorou Huol que leva diferentes ritmos como frevo, samba de roda e samba reggae às ruas da capital.
Este ano, o Microtrio 100 anos de Samba faz uma homenagem aos bambas da Bahia. A banda Samba do Bereguedê que trabalha com o samba do Recôncavo, o samba chula, comanda o microtrio. Luana Oswaldo, produtora do projeto, chama atenção para a atração musical e revela a importância do incentivo dos editais na realização dos desfiles. “O custo de montagem é alto e o recurso possibilita a organização e presença dos músicos no microtrio”, revelou.
Este ano é a segunda vez que Chico Gomes e banda animam aos foliões pipoca do Microtrio Peixinho Elétrico. Com repertório autoral, os músicos animam o Carnaval de Salvador, através do estilo musical denominado de Tropical Baiano, além de músicas latinas, sambas africanos, reggae jamaicano, frevo e samba de roda.
O Microtrio Tuk Tuk Sonoro chegou... No Carnaval pipoca de Salvador, em 2016, completa o terceiro ano de realização do projeto. Construído a partir de um triciclo, o microtrio entona o repertório especial preparado pela musicista Sylvia Patrícia. “O microtrio não nasceu só para o Carnaval, porém o incentivo financeiro proporcionado pela Secult, além de aproximar o folião do artista, convida às crianças a viverem um Carnaval a moda antiga no Centro Histórico da cidade”, comemora a produtora Virgínia Da Rin.
Se apresentando pelo segundo ano no Carnaval, o Microtrio Garampiola faz uma seleção cuidadosa em seu repertório de músicas. Segundo Ubiratan Silva, produtor do microtrio, a presença da baixista Lívia Sena é a novidade feminina na atração musical do projeto. “No museu de novidades do Garampiola, além da playlist exclusiva, a presença feminina de Lívia no baixo abrilhanta a nossa banda”, divulgou o produtor.
Pela primeira vez no Carnaval Pipoca da Bahia, a Rural Elétrica com a banda Flor Serena levou xote e martelos de galope para agitar os foliões que estavam no Terreiro de Jesus. Os ritmos que são tocados nas festas juninas também foram acompanhados de marchinhas, samba, frevos e dobrados. "Acredito que as pessoas necessitam destas músicas no Carnaval", disse Bolinho, produtor, músico percussionista e idealizador do projeto.
Nanotrios - Através de veículos movidos por tração humana ou pedais, os nanotrios foram outro destaque este ano. Vestido de Mago, o vocalista da Banda Arapuka, Marcos Clement, cantou grandes sucessos do ícone do rock brasileiro, Raul Seixas, com canções que misturavam o gênero com a guitarra baiana e as marchinhas carnavalescas. Além de curtir o som, os foliões ainda tiraram fotos com todos os músicos, que estavam fantasiados do próprio ídolo e de personagens como A Mosca na Sopa, Carimbador Maluco e Cowboy Fora da Lei. 
Sob o comando de Fred Menendez na guitarra baiana, o Rixô Elétrico trouxe clássicos dos antigos carnavais. "O Carnaval que a Secretaria de Cultura da Bahia proporciona, através de edital, abre o universo para pequenos produtores", disse o artista. A apresentação foi marcada por muitas improvisações de guitarra e por canções de frevo, axé, lambada e MPB. Dentre elas, sucessos das décadas de 40 até os dias atuais.
Encontro intercontinental de ritmos agitou os foliões que foi atrás do Arrastão Multicultural Guiné-Bahia. Com tambores e instrumentos africanos como tomkoromgh e bëmsumi, até então desconhecidos pelos presentes, tocavam baianos e o guineense Muh Mû Mbana. Acompanhava a batida do nanotrio, dançarinos que, assim como os músicos, vestiam roupas de tecidos africanos, encantando mais ainda o público com a novidade.
O Tabuleiro Sonoro trouxe em sua alegoria uma baiana estilizada que chamou a atenção dos presentes. No alto da cabeça, um tabuleiro contendo réplicas de instrumentos musicais utilizados nas rodas de samba e mini estandarte dos blocos de samba de Salvador.
Peu Meurray e o Coletivo Gente Boa se Atrai levou a irreverência do seu nanotrio Baby Sauro. O grupo, que já participa pela terceira vez do Carnaval Pipoca, homenageou o samba com músicas de Dorival Caymmi, Batatinha e Riachão. O coletivo é conhecido como os pneumáticos e também por aliar musicalidade com mensagem de consciência ambiental.

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