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LUIZA

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

OMS quer perceber concentração de casos de microcefalia no Brasil



Da Redação, com Rádio ONU
Genebra - A Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda não sabe por qual razão foram revelados, nos últimos meses, tão elevado número de casos de microcefalia no Brasil, nem qual a efetiva relação com o vírus Zika.
A agência da ONU busca entender a situação e, em Genebra, o porta-voz Christian Lindmeier disse que são necessárias muito mais pesquisas. Eventual relação entre o vírus Zika e a microcefalia não está inteiramente comprovada.
Sobre os bebês que nasceram com microcefalia no Brasil - com grande concentração no estado de Pernambuco, no nordeste do país - ,o representante da OMS disse ser difícil estabelecer o que ocorreu há nove ou há 10 meses. O Ministério da Saúde do Brasil confirmou, até o dia 02 de fevereiro, 404 casos de microcefalia e/ou outras alterações do sistema nervoso central, dos quais 17 estão relacionados ao vírus Zika, de acordo com boletim divulgado pelo governo. Segundo o boletim, outros 709 casos registrados não foram confirmados.
Ainda estão sendo investigados pelo ministério e pelas secretarias estaduais de Saúde 3.670 casos suspeitos de microcefalia em todo o país, o que representa 76,7% das notificações. O boletim refere-se aos casos registrados até 30 de janeiro.
Segundo Lindmeier, não se sabe o que afetou as grávidas no primeiro trimestre da gestação ou até mesmo antes, durante a concepção. Por isso é importante descobrir se o zika é mesmo o único responsável pela microcefalia.
O porta-voz da OMS confirma que o vírus já foi encontrado no sangue e no sêmen, mas as condições da transmissão ainda não estão completamente claras. Os pesquisadores buscam descobrir, por exemplo, por quanto tempo após a infecção o zika pode ser transmitido para outra pessoa.
A OMS também pede cautela sobre a associação entre o vírus e a síndrome de Guillan-Barré. A agência declarou o zika uma situação de emergência para a saúde pública exatamente para promover mais pesquisas.
A Colômbia registrou 20 mil casos de zika e 100 casos de Guillain-Barré, síndrome já confirmada também no Brasil, em El Salvador e na Polinésia Francesa.
A agência da ONU e parceiros estão formulando recomendações para evitar a transmissão do zika vírus e investindo em pesquisas sobre a produção de medicamentos e vacina.

Cruz Vermelha
A Cruz Vermelha lançou um apelo financeiro de US$ 2,4 milhões para apoiar os países afetados pelo zika. O dinheiro é importante para os trabalhos de controle do mosquito e para reduzir os riscos associados ao vírus.
Controlar o mosquito Aedes aegypti e evitar focos de reprodução, como água parada, continua sendo a melhor forma de combater o zika e a dengue. As pessoas devem utilizar repelentes e roupas apropriadas para evitar a picada, como calças e camisetas de manga comprida.

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