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LUIZA

terça-feira, 8 de março de 2016

Caixa Econômica Federal deve atender com respeito trabalhadores terceirizados, afirma Sindilimp-BA

Ana Angélica Rabelo, coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Comercial, Industrial, Hospitalar, Asseio, Prestação de Serviços em Geral, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) denuncia que dezenas de trabalhadores terceirizados estão enfrentando dificuldades no atendimento oferecido pela Caixa Econômica Federal (CEF) em relação ao fornecimento de informações sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). “Quando buscam as agências da CEF, as trabalhadoras e trabalhadores estão enfrentam um atendimento ruim, falta de boa vontade e demora no fornecimento do extrato analítico do FGTS. Precisam dele para dar entrada nos processos trabalhistas comprovando o não depósito. Solicitamos que a direção geral da CEF tome uma providência e mostre o papel social que a instituição deve desempenhar”, disse indignada a sindicalista.“O FGTS foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador demitido sem justa causa, mediante a abertura de uma conta vinculada ao contrato de trabalho. As empresas terceirizadas, além de não pagarem salários em dia, também não depositam em contas abertas na Caixa, em nome dos empregados, o valor correspondente a 8% do salário de cada funcionário. Nossos trabalhadores precisam desse extrato que antes era emitido na hora mediante apresentação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). Nossa categoria já padece com a falta de salários, vales transporte, vales alimentação e outros direitos. Agora enfrentam também um atendimento lento e desinteressado da Caixa”, relata a dirigente sindical.
A direção do Sindilimp-BA preocupa-se porque os funcionários têm que sair dos locais de trabalho para agilizar o processo trabalhista e ficam impedidos ou à mercê da boa vontade da Caixa, às vezes faltando ao serviço por dois dias, para dar entrada e voltar para pegar o extrato. “São pessoas simples, sofridas e que talvez por conta disso e do preconceito são tratadas com grosseria na Caixa. A informação deve ser rápida porque muitas empresas caloteiras somem e não deixam rastros. Nada impede que a Caixa atue com mais velocidade”, acrescenta.
Ana Angélica Rabelo finaliza afirmando que o Sindilimp-BA defende uma CEF 100% pública e contra a privatização e que “só a Caixa 100% pública pode ser uma ferramenta para o Estado brasileiro atuar no mercado financeiro no sentido da diminuição dos juros. Ela tem um papel social na inclusão social, o acesso à moradia, o planejamento urbano, enfim, todos esses valores que conferem dignidade ao povo brasileiro e que são a razão de ser da Caixa. Para se mostrar à altura de seu papel, ser verdadeiramente do povo, deve tratar com respeito os terceirizados e contribuir com uma ação mais rápida e eficiente na questão do FGTS”.
*Ascom Sindilimp-BA

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