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LUIZA

domingo, 6 de março de 2016

Modelo de prova do Cespe/UnB: chutar ou não chutar? Eis a questão…

Como se não bastasse o extenso programa a ser estudado, os inscritos no concurso para técnico e analista do INSS terão que enfrentar ainda um outro desafio, que costuma tirar o sono de boa parte dos concurseiros: responder ao modelo específico de provas do Cespe/UnB, organizador da seleção, no qual cada questão é composta por cinco itens, devendo o candidato julgar cada um deles como Certo ou Errado. Detalhe: no caso de julgamento equivocado, o ponto referente ao ‘erro’ torna-se negativo, descontando da totalização da avaliação a pontuação referente a um ‘acerto’. Por isso, durante muitos anos, a maioria dos professores aconselha seus alunos a não chutarem nas provas do Cespe/UnB, de modo a não correrem o risco de serem penalizados, tendo diminuída sua nota final. Contudo, há especialistas que defendem justamente o contrário. Para isso, eles encontram respaldo na Matemática.
“Aconselho o aluno a marcar todas as questões. Antigamente, não pensava assim. Hoje sou servidor, mas enquanto candidato deixava alguns itens em branco nas provas do Cespe/UnB. Mas, conversando com professores de Estatística, eles me convenceram de que, na maioria das vezes, arriscar neste esquema em que uma resposta errada anula uma certa pode ser um bom negócio. Nesse caso, em um chute às cegas, você tem 50% de chances de acertar e, é claro, outros 50% de errar. Assim, podemos concluir que a probabilidade de você conseguir reverter seu chute em ponto positivo é bem maior do que arriscar num modelo de prova tradicional, que apresenta cinco opções de respostas, pedindo para marcar a única correta. Nesta estrutura, de só uma correta em cinco alternativas, suas chances de acertar caem para 20%, com 80% de probabilidade de erro”, explica Rodrigo Lélis, professor de Direito Previdenciário e que deu outras valiosas dicas para os candidatos do INSS no programa de estreia do Especial Concurso Técnico do INSS.
Igor Daltro, que leciona Direito Administrativo e Regime Jurídico Único em diversas turmas preparatórias para o certame, defende a mesma tese, mas faz uma ressalva. “Acho que, quase sempre, e para quase todos os perfis de candidatos, vale a pena arriscar no julgamento dos itens apresentados. Destaco aqui apenas uma exceção. Acho que, para os concorrentes mais fortes, preparados, e que percebam na hora que se saíram muito bem na prova, não cabe adotar essa estratégia. Pense comigo: se você tem convicção de que acertou, por exemplo, mais de 80% dos julgamentos, por qual razão deve se arriscar a chutar, ainda que a possibilidade de se dar bem seja de 50%? Se está tão convicto de seu bom desempenho, com base em seu mérito, seus estudos e conhecimento, não precisa se arriscar num jogo de azar ou sorte, e correr o desnecessário risco de ter sua nota final diminuída por conta de um chute mal dado”, pondera.
Mestre

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