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LUIZA

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Prefeitura está aberta ao diálogo e trabalha para pagar salário em dia

A maioria dos municípios brasileiros tem sofrido as consequências da grave situação econômica do país, com queda da receita tributária e de repasses constitucionais, além da crise política nacional. Por conta dessa situação, a Prefeitura de Itabuna se mantem aberta ao diálogo com o funcionalismo público e continua trabalhando para o pagamento dos salários em dia, mas não tem condição de fazer a reposição salarial da categoria profissional neste ano. A secretaria da Administração, Mariana Alcântara Teixeira, destacou que o prefeito de Itabuna, Claudevane Leite, com quem conversou, reforçou o compromisso de pagar no prazo legal os salários do funcionalismo até o final do mandato, mesmo com a crescente dificuldade financeira por conta da crise econômica.
Segundo a secretaria Vane recordou que, no início da gestão, encontrou a folha de salarial em 82% da receita corrente líquida o que tornava impossível a execução de projetos, obras e serviços para a população. “Com sacrifícios e sem deixar de conceder ganhos reais de salários aos servidores nos últimos três anos se conseguiu baixar o índice em 20%”, afirma.
“Mas a crise da economia nos últimos meses se acentuou, o que inviabiliza a administração municipal, fato que se sucede em todos os municípios”, acrescenta Mariana Alcântara. Apesar da sucessão de crises, a Prefeitura de Itabuna tem mantido os níveis de emprego, ao contrário de outros municípios onde demissões têm ocorrido, o que demonstra o compromisso da atual administração com o funcionalismo.
CRISE NACIONAL
De acordo avaliação da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o Produto Interno Bruto (PIB) encolheu de 7% a 8%, entre 2015 e 2016, e a taxa de despesas teve crescimento superior a 4%, anualmente, nos últimos 16 anos. Além disso, a maioria dos municípios se ressente com a queda de receita gerada pela conta royalties do petróleo devido às dificuldades da Petrobrás.
Os municípios também sofrem com as desonerações nos Impostos de Renda e Sobre Produtos Industrializado (IR e IPI) promovidas pelo governo federal que impactaram o FPM. De 2008 a 2014 foram R$ 122,7 bilhões a menos de acordo cálculo da CNM apresentados aos prefeitos que participam da XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios.
“A crise dos Municípios retratada em números” foi tema do presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, na tarde de terça-feira, dia10, quando demonstrou porque a crise das administrações municipais tem se agravado ao longo dos anos. “Se hoje está ruim seria infinitamente pior, sem as Marchas”, disse o líder municipalista.

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