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LUIZA

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Secretário de Saúde diz que rede hospitalar de Itabuna pede socorro

“A rede hospitalar de Itabuna pede socorro”. É o que afirma o secretário municipal de Saúde, Paulo Bicalho, preocupado com o fato de que pode se tornar insustentável, nos próximos 60 dias, os atendimentos à população local e de municípios pactuados nas unidades hospitalares do município se não houver mudança no financiamento de recursos por parte do Ministério da Saúde (MS). “A saúde pública não tem reajuste já há algum tempo e há muito também deveria ter sido corrigido pelos índices inflacionários”, afirma.Preocupado com a atual situação, o secretário diz que a crise que hoje atinge a saúde já interrompeu importantes serviços no setor ao longo dos últimos anos, porque o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) o seu principal fator, está aquém das necessidades.
O secretário municipal de Saúde diz ainda que, além dessa questão, existe outro contraponto que justifica o pedido de socorro dos hospitais de Itabuna: o aumento da demanda da região, seguido de aumento de preços de insumos e de medicamentos. “Acontece que, para o pagamento de produção de serviços prestados, os valores são baseados em tabela que seguem as diretrizes do SUS”, sublinha.
“Estamos bastante preocupados diante dessa situação, porque a Secretaria Municipal de Saúde apenas efetua as transferências constitucionais via fundo a fundo, por meio dos programas do Ministério da Saúde”, explica o secretário. Paulo Bicalho adianta que, com relação à aplicação de recursos próprios, procedentes do Tesouro Municipal, são repassados 18% em média do que a prefeitura arrecada na área tributária.
“Tais recursos são utilizados para cobrir apenas as despesas com a folha de pessoal da Saúde. E, mesmo assim enfrentamos dificuldades, pois as prefeituras vêm arrecadando menos nos últimos tempos se comparado a anos anteriores”, destaca Bicalho.
O secretário diz ainda que “nós, da área de saúde, estamos ansiosos por medidas governamentais que venham trazer uma saída imediata e um alento para que os municípios continuem promovendo os atendimentos de saúde tão necessários, principalmente os de urgência e emergência à nossa população”, conclui.

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