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LUIZA

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Desmonte da Petrobras

  O Projeto de Lei 4567/16, originalmente proposição do ministro interino José Serra, é mais um ataque ao direito do povo brasileiro à educação e também ao emprego. Defendido pelo governo provisório de Michel Temer, o PL retira da Petrobras a condição de operadora única do Pré-sal. Para Divanilton Pereira, da Federação Única dos Petroleiros (FUP), a iniciativa sepulta verbas para a educação pública e agrava a crise da indústria nacional com aprofundamento do desemprego.

Por Railídia Carvalho

  Em trâmite na Câmara dos Deputados, o PL, se aprovado, pode ser o tiro de misercórdia na indústria nacional.
  Divanilton lembrou que a indústria brasileira, afetada pela crise econômica e política, e que já teve 30% de participação no Produtor Interno Bruto (PIB), registra hoje 9%.
  A cadeia produtiva do setor de petróleo e gás é responsável por 20% do PIB e por 15% dos empregos gerados no Brasil.
Essa mesma indústria que pode alavancar a retomada do desenvolvimento é criminalizada pela operação Lava Jato, que paralisou a produção daquele setor gerando desemprego em massa.
  Divanilton informou que a queda de 3,8% do PIB no ano passado tem a Lava Jato como responsável por 2,5% daquele percentual.
   “Para se ter uma ideia da magnitude da importância da cadeia produtiva de petróleo e gás, esse percentual de 2,5% significa centenas de milhares de desempregados”, ressaltou.
  No final de 2015, trabalhadores e empresários lançaram o manifesto “Compromisso pelo Desenvolvimento” em que sugeriam diretrizes para a retomada do crescimento e a superação da crise.
  Entre as proposições estava o acordo de leniência, aceito pela presidenta Dilma Rouseff, e que tem por objetivo punir individualmente o responsável pelo desvio e preservar a empresa.

Estímulo à indústria nacional

  “Dizem que a política de conteúdo local tem prejudicado o Brasil mas essa política dá um estimulo à economia e às empresas nacionais em detrimento de comprar tudo lá fora, pronto e acabado e chegar aqui só para operar”, disse Divanilton.
  Dados do SINAVAL (Sindicato da Construção Naval) apontam que, apesar da existência de inúmeras operadoras privadas e estrangeiras no Brasil, apenas a Petrobras tem encomendas de navios e plataformas aos estaleiros brasileiros.

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