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LUIZA

terça-feira, 25 de outubro de 2016

A China e o Vaticano estão prestes a concluir acordo sobre a nomeação de bispos


A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 21-10-2016. A tradução é de André Langer.
Segundo fontes citadas pela Reuters, em dezembro a máxima autoridade da chamada “Igreja Patriótica” irá se reunir. A última reunião da Assembleia Nacional de Representantes Católicos, em 2010, desencadeou a excomunhão de três bispos desta Igreja estatal. O Vaticano quer evitar um novo enfrentamento com Pequim e afastar um possível cisma entre os fiéis. Os católicos chineses estão divididos entre comunidades leais ao governo e outras “clandestinas”, que são leais ao Vaticano.
Embora o restabelecimento das relações diplomáticas não esteja na pauta no momento, reina o otimismo no que diz respeito à questão da nomeação de bispos. Em agosto,Pequim permitiu que delegados do Vaticano se reunissem com os oito bispos chineses que foram ordenados irregularmente, o que fez com que Roma estivesse agora disposta a reconhecer quatro deles.Afora os pastores das dioceses de Chengde, Harbin e Puqi, também se incorporará à Igreja fiel ao Vaticano o bispo de Kunming, Joseph Ma Yinglin. O reconhecimento por Roma deste último prelado é especialmente importante, já que é ao mesmo tempo o presidente da Conferência Episcopal do país e vice-presidente da Associação Patriótica Católica, organizações que prestam contas ao governo chinês.
Nas reuniões de agosto houve também uma série de pautas para as nomeações episcopais que já teriam a aprovação de ambas as partes. De acordo com fontes próximas às negociações, tanto Pequim como Roma concordaram em que os novos bispos serão escolhidos pelo clero local, embora o Papa possa vetar um candidato sempre e quando desse conta de suas razões ao governo.
Outra razão para a esperança é que já estariam sendo preparadas as ordenações de dois novos bispos no país que seriam reconhecidos pelas duas Igrejas. Um deles será para a diocese de Chengdu, na província sul-ocidental de Sichuan, ao passo que o outro poderia ser ou para Changzhi, no norte do país, ou para Xichang, também emSichuan, segundo fontes.
Contatada pela Reuters, a vice-porta-voz da Santa Sé, Paloma García Ovejero, nem confirmou nem negou os rumores de que o acordo estive perto de ser concluído. Elisa Giunipero, da Universidade Católica de Milão, por sua vez, enfatizou a oportunidade histórica que se apresenta neste momento. Um acordo sobre os bispos, enfatizou, acabaria na China “com o risco de cisma que esteve presente nos últimos 60 anos”.

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