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LUIZA

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cinco residentes abrem temporada 2017 da Vila Sul do Goethe-Institut




Artes visuais, dança, literatura, curadoria, jornalismo: estes são os grandes campos que se cruzarão durante dois meses pela presença dos cinco artistas acolhidos no início da temporada 2017 do Programa de Residência Artística Vila Sul do Goethe-Institut Salvador-Bahia. De 22 de janeiro a 26 de março, o primeiro grupo de hóspedes do ano vem à capital baiana para vivenciar a cidade e interagir com suas práticas e agentes culturais. Ben J. Riepe, Kitty Kraus, Martin Kaul, Ory Dessau e Ruth Noack ficarão instalados em apartamentos construídos no último andar da sede do ICBA, contando com toda sua estrutura física e articulações locais.
Oficialmente inaugurada em novembro de 2016, a Vila Sul é a terceira residência artística no âmbito geral das 159 unidades do Goethe-Institut existentes no planeta, e primeira e única da rede no “sul global”, abaixo da Linha do Equador. A sua proposta é fortalecer interlocuções entre o Brasil e demais países do hemisfério Sul a partir da presença de artistas de todo o mundo, genuinamente interessados em perspectivas sociopolíticas e culturais desta metade do planeta.
O primeiro a chegar, no domingo, 22, é o dançarino, coreógrafo e performer alemão Ben J. Riepe. Formado em Dança e Coreografia na Folkwang Schule, na Alemanha, trabalhou como bailarino no Tanztheater Wuppertal Pina Bausch e no V.A. Wölf/NEUR Tanz, entre outros. Como coreógrafo, recebeu diversos prêmios e trabalha de forma independente desde 2006. Além de se dedicar à sua própria companhia, colabora com várias outras. Em workshops, divulga sua forma de trabalhar, suas pesquisas, seu conceito de coreografia. Ele tem se dedicado a confrontar sua própria prática e buscar formatos estéticos que se manifestem pela interdisciplinaridade e pela interação com estruturas espaciais específicas de determinados lugares.
Na segunda-feira, 23, é a vez de receber a escultora e artista visual, também alemã, Kitty Kraus. Em suas esculturas e instalações, ela explora a relação entre espaço e plano e o modo em que a geometria e a figuração se completam. Costuma trabalhar com vidro, tubos de néon, lâmpadas, tecido, breu e tinta, criando objetos e instalações. Chama atenção pela linguagem tão delicada quanto agressiva, bem como pela redução de material empregado. Suas obras são divulgadas mundialmente em exposições individuais e coletivas, a exemplo do Guggenheim Museum, em Nova Iorque, e no Hamburger Bahnhof, em Berlim. Tendo cursado faculdade de Filosofia e Ciência Cultural na Universidade Humboldt, em Berlim, atuou como professora convidada da Escola de Belas Artes Berlin-Weiβensee.
No mesmo dia, desembarca o jornalista Martin Kaul. Nascido em Banguecoque e com cidadania alemã e brasileira, ele estudou Estudos Políticos e Culturais e, desde 2009, trabalha como escritor e editor de movimentos sociais, política e temas digitais do jornal diário berlinense Taz, relatando protestos, protagonismos políticos e hacking de qualquer tipo. Neste contexto, acompanhou, por exemplo, as manifestações sociais durante a Copa do Mundo de 2014 no Rio de Janeiro. Comprometido com direitos civis e transparência, tem perseguido, em Berlim, o surgimento de comunidades de exilados, hackers e programadores. Em Salvador, ele quer lidar com formas de pirataria social e penetrar no espaço político, cultural e midiático.
Em seguida, na terça, 24 de janeiro, chega Ory Dessau, escritor e curador independente, israelense radicado na Alemanha. Ele tem colaborado com museus como o Museu de Arte de Tel Aviv, o Neue Nationalgalerie, em Berlim, e o SMAK, em Ghent, na Bélgica. A lista de exposições de Dessau inclui, dentre outras, “Distance and Differences”, de Zvi Goldstein; “No Father No Mother”, de Moshe Gershuni (com cocuradoria de Udo Kittelmann); e “Sculptures, Photographs and Videos”, de Gregor Schneider. Seus textos são publicados regularmente em diversas revistas de arte, tais quais Frieze, Art Review, Flash Art e Cura Magazine.
Por fim, a Vila Sul acolhe a internacionalmente renomada curadora alemã Ruth Noack, principalmente conhecida por sua curadoria da Documenta 12 (2007), junto com Roger M. Buergel. Sua prática remonta aos anos 1990, quando ela propôs pela primeira vez que exposições em si podem ser instrumentos de pesquisa e que a ação curatorial é uma forma de produção de conhecimento que deve ser considerada em seus próprios termos. Formada como artista e historiadora da arte, também embarcou na carreira de professora a partir dos anos 2000, o que se entrecruzou com sua escrita e criação de exposições, gerando uma produção amplamente interdisciplinar. Desde 2015, é responsável por uma das trajetórias da DAI Roaming Academy, um programa de mestrado em estudos de arte, crítica e curadoria que recebeu o status de excelência do Ministério da Educação da Holanda. Noack também publicou amplamente.
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