loading...

LUIZA

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Primeiro-ministro português recusa demitir ministros




“Soou tanto a falso hoje a ladainha da oposição sobre a suposta desagregação do Estado. O Estado constituiu um alvo da sua ação no passado e o programa continua a ser retirar do Estado funções, pessoas e recursos”, acusou o ministro dos Negócios Estrangeiros socialista.

Portugal Digital, com Lusa

“Obviamente que não demito nenhum ministro, obviamente que não demito a ministra da Administração Interna, obviamente que não demito o ministro da Defesa Nacional. Deixe-me dizer-lhe uma outra coisa ainda mais fácil: tudo aquilo que qualquer uma das minhas ministras ou dos meus ministros fizer, será sempre responsabilidade minha”, afirmou António Costa.

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, tinha terminado a sua primeira intervenção no debate do estado da Nação, na Assembleia da República, pedindo ao primeiro-ministro que dissesse “cara a cara”: “Vai ou não demitir a sua ministra da Administração Interna? Vai ou não demitir o seu ministro da Defesa Nacional?”.

“Se mantiver tudo como está, então, tudo, mas tudo o que acontecer daqui para a frente nestas áreas já não tem qualquer para-raios, tudo lhe será assacado a si diretamente. A sua responsabilidade passa a ser sua e só sua”, defendeu a líder centrista.
Passos Coelho

Passos Coelho, ex-primeiro-ministro e presidente do PSD, maior partido da oposição de direita ao governo, acusou o Executivo de “calculismo e populismo latente” e o Estado de “falhar clamorosamente” nos recentes acontecimentos de Pedrógão Grande [incêndio florestal que causou a morte de 64 pessoas e 200 feridos] e na base militar de Tancos [roubo de grande quantidade de material militar, incluindo granadas e explosivos], defendendo que o país precisa de “muito mais”.

Na sua intervenção no debate do estado da Nação, Passos Coelho afirmou ainda que “caiu a máscara do fim da austeridade”, atribuindo os resultados económicos conseguidos a um ‘plano B’, que passou por cortes em várias áreas.

“A meio da legislatura o país descobriu que a economia pode até estar a andar melhor, mas que a responsabilidade política está a fracassar em grande estilo”, acusou.

Para Passos Coelho, “a geringonça [designação dada ao governo socialista, que conta com apoio do Bloco de Esquerda e PCP], que se habituou aos ventos favoráveis e às boas notícias, ainda não encontrou um caminho para responder aos anseios dos portugueses”.

“Mas agora que ficaram expostas as fragilidades, as contradições, as simulações, o calculismo e o populismo latente, agora começa a sentir-se que precisamos coletivamente de mais qualquer coisa. O país precisa, pelo menos, de liderança e de objetivos mobilizadores e efetivos”, afirmou.

“Precisamos, enquanto país, de muito mais”, defendeu, considerando que “ficar unicamente à espera de melhores ventos e da sorte não chega”.
“O mesmíssimo programa”

Às acusações e críticas do PSD e CDS, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, número dois do governo de António Costa, respondeu acusando aqueles partidos de manterem na oposição “o mesmíssimo programa” que tinham quando eram Governo: de corte de salários, encerramento de serviços e aumento de impostos.

No discurso de encerramento do debate do estado da Nação, Augusto Santos Silva acusou PSD e CDS de “aproveitamento político” na abordagem que fizeram sobre os incêndios de Pedrógão Grande e do furto de material de guerra em Tancos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário